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27 Maio 2021

Aromaterapia tem demanda alta com busca por bem-estar na pandemia

A piora da saúde mental durante a pandemia fez com que as pessoas passassem a buscar diferentes alternativas para se sentir melhor dentro de casa. De acordo com uma pesquisa do Instituto Ipsos encomendada pelo Fórum Econômico Mundial para medir a piora no quadro de saúde mental em 30 países, o Brasil ocupa o quarto lugar do ranking e mais da metade da população (53%) afirma que seu bem-estar mental piorou no último ano. A busca pelo bem-estar vem de todos os lados, como meditação, exercícios físicos, skincare, sessões de terapia e aromaterapia.

Pequenas empresas como Terra Flor e Holistix viram suas vendas crescer no último ano e enxergam oportunidades cada vez maiores dentro do mercado de óleos essenciais e autocuidado. Em setembro do ano passado, uma pesquisa realizada pela consultoria Conversion mostrou que 73% dos 400 brasileiros entrevistados foram emocionalmente impactados pelo isolamento social. O estresse foi o mais indicado por eles (42,5%), seguido por tédio (41,5%) e crise de ansiedade (33%) – sintomas que têm ajudado clientes a buscarem refúgio em variadas terapias.

“É importante pontuar que não se prescreve a aromaterapia para situações graves”, pontua Vistar Pinheiro, cofundador da Terra Flor. Para ele, a aromaterapia é uma técnica preventiva. “Você não entra num quadro grave da noite para o dia. O importante é utilizar preventivamente, depois de identificar os sinais que podem te levar a um caminho mais grave. A aromaterapia pode ser usada em todos tipos de estresse, situações de ansiedade, angústia emocional. Todas as situações de saúde mental que não exijam medicações de psiquiatras podem ser usadas.”

No ano passado, o brasileiro bateu recordes de busca por termos relacionados a transtornos mentais. Dados do Google apontam alta de 98% nas buscas sobre o tema, a maior busca em pelo menos dez anos.

Em 2020, a Terra Flor teve um crescimento de 32,85% no faturamento em relação a 2019, com um pico de vendas nunca antes visto nos meses de maio, junho e julho. “Criamos a empresa em 2007 e entramos no mercado em 2008. Entre 2011 e 2013, participamos de feiras de âmbito nacional que trouxeram um crescimento expressivo para o negócio. Esse momento da pandemia foi comparado a essa situação. As pessoas realmente estavam buscando alternativas para ter mais saúde dentro de casa”, conta Vistar.

O empreendedor explica que em novembro o crescimento do negócio estagnou, mas que as vendas ainda estavam acima do cenário pré-pandemia. “Neste ano, seguimos com a estabilização, que é melhor do que antes da pandemia.”

Vistar conta que, ainda neste ano, a Terra Flor pretende lançar uma linha de cosméticos (creme hidratante, shampoo, condicionador e outros) onde as pessoas podem adicionar os óleos essenciais, para aromatizar da forma que desejarem.

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Outra empresa que vem apresentando crescimento durante a pandemia é a Holistix, plataforma de saúde e bem estar com produtos físicos e digitais. Com aumento da receita em 30% ao mês e com a previsão de faturar R$ 20 milhões em 2021, as empreendedoras Nathalia Simões e Nicole Vendramini seguem aumentando o leque de produtos e lançaram no mês passado o kit de óleos essenciais, com com três blends exclusivos para diferentes momentos do dia.

“A gente sentiu que é uma categoria que se movimentou ao longo deste ano. As pessoas estão buscando não só a eficácia do produto, mas sensações de conforto. Até mesmo as pessoas mais céticas começaram a olhar para isso como uma possibilidade”, diz Nicole Vendramini.

Para Nathalia Simões, o aumento da busca pela aromaterapia também se dá pelo ritual que se cria. “No dia a dia, nós estamos tão tensos que quase nem respiramos. O uso do óleo, a preparação e até a meditação enquanto aplicamos o produto faz com que a gente pare e respire. Além do óleo, esse ritual também proporciona uma melhora na saúde mental.”

A empresa foi criada em 2019 e as vendas tiveram início principalmente no fim daquele ano. Elas contam que seguiram o plano de negócios já estipulado, mas que a pandemia abriu os olhos dos consumidores. “As pessoas passaram a olhar com mais carinho ou ficou mais evidente olhar para as nossas rotinas. Os nossos rituais mudaram, o que fazíamos no dia a dia mudou”, ressalta Nicole.

“Era uma demanda que a gente já via como latente, mas pode ser que tenha sido aumentada. A gente já acreditava nesse mercado. Estando especificamente no universo da saúde, no online, ajudou a manter o nosso negócio”, completa Nathalia.

As empreendedoras contam que durante a quarentena lançaram diversos produtos. “Foi um ano superintenso para a gente. A maioria deles já estavam mapeados, mas todos os produtos que têm de alguma forma a ver com rituais tiveram um impulso com a quarentena”, explica Nicole.

Fonte: Estadão

Foto: Google imagens