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21 Maio 2021

Agropaulo, do Grupo Telles, produz fertilizante orgânico

Empresa do Grupo Telles, controlada pelo industrial e agropecuarista Everardo Telles, a Agropaulo Agroindústria, com campos de produção no município de Jaguaruana, no Leste do Ceará, está produzindo e comercializando o fertilizante orgânico Nat ZB e o bioinseticida Nat Fungi.

Ambos já receberam a certificação de qualidade emitido pelo IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico), que desenvolve atividade certificadora de produtos orgânicos e biodinâmicos, instituído em 1991 e desmembrado do Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural.

Os dois produtos da Agropaulo estão sendo consumidos por empresas nordestinas – as cearenses no meio – produtoras de frutas, verduras, soja, milho e cana de açúcar e, também, por algumas do estado do Tocantins que produzem soja e milho.

Nas suas fazendas de Jaguaruana, que ocupam área de 12 mil hectares, a Agropaulo também produz leite, soja, milho, silagem de sorgo, silagem de milho, farelo de soja, óleo de soja, óleos essenciais (exportados para os EUA com a marca Nat Essential) e hidrolatos (destilados de ervas, também chamados de águas florais).

OU MUDA ELITE POLÍTICA, OU CRISE BRASILEIRA NÃO TERÁ FIM

Esqueçamos, por um momento, as trágicas e tristes estatísticas da pandemia da Covid-19. São elas que, há mais de um ano, ocupam as primeiras páginas de todos os jornais, de todos os sites e de todos os noticiosos da tevê.

Peço-lhes licença para transmitir notícias do mesmo país, o Brasil, que produziu, no recente mês de abril, o maior superávit comercial (exportações x importações) já registrado desde 1997, quando começou a ser anotada a série histórica.

O superávit alcançou US$ 10,35 bilhões.

As exportações obtiveram um recorde, chegando a US$ 26,48 bilhões. O recorde anterior era de agosto 2011, com US$ 20 bilhões.

As importações, em abril, foram equivalentes a US$ 16,13 bilhões, o quinto maior volume para o mês.

A corrente de comércio incrementou-se em 46,8%, chegando a US$ 42,61 bilhões.

Em abril, a União arrecadou R$ 3,5 bilhões graças à concessão à iniciativa privada de 22 aeroportos, cinco terminais portuários e um trecho da Ferrovia de Integração Oeste -Leste (Fiol).

As empresas que, em leilão público, se tornaram concessionárias desses ativos investirão nesses negócios uma montanha do tamanho de R$ 12 bilhões ao longo dos próximos anos.

Como é que um país em crise pandêmica, com sérios problemas de relacionamento entre os três poderes do seu Governo, com reformas estruturantes patinando no Parlamento, com um orçamento que reserva, de antemão, 75% de sua receita para o pagamento do pessoal ativo, aposentados e pensionistas, com o presidente da República acossado, permanentemente pela oposição e pela mídia, enfim, como um país assim ainda interessa ao investidor nacional e estrangeiro?

Há várias respostas, entre as quais as seguintes:

O Brasil tem riquezas naturais como nenhum outro, a maior biodiversidade e a maior reserva de água doce do planeta, a mais moderna e sustentável agropecuária do mundo, uma indústria que, entre outras coisas, é a terceira mundial na fabricação de aviões e ainda tem um sistema único de saúde sem similar no exterior.

Então, diante destas e de outras virtudes, o que falta ao Brasil?

Falta uma elite política comprometida com a ética e com a moral, com as raríssimas e conhecidas exceções. Ou seja, falta tudo. Já houve várias tentativas de consertar o Brasil, mas todas deram em frustração.

Em 2022, surgirá nova oportunidade de trocar a elite política atual por outra, nova.

Mas será algo impossível de acontecer por causa do modelo político vigente – com mais de 30 legendas partidárias com assento no Congresso Nacional, será impossível para qualquer presidente eleito governar sem dispensar a fisiologia dos “centrões” e a cangalha das corporações.

Em passado muito recente, essa comunhão de subalternos interesses causou corrupção escancarada e o impeachment de dois presidentes da República.

Ou muda o modelo político ou o que está aí permanecerá por muito mais tempo, ainda. Infelizmente.

CAMILO AUTORIZA CULTIVO DO PEIXE PANGA

Novidade na piscicultura cearense! O governador Camilo Santana assinou decreto, permitindo o cultivo do peixe Panga na aquicultura do Ceará.

O Pangasianodon Hypophthalmus, como o Panga é tecnicamente conhecido no mundo todo, poderá ser cultivado, em todas as regiões do Estado, em cativeiro (como a tilápia, por exemplo) de propriedade privada, podendo ser comercializado.

O Panga é cultivado há mais de um milênio no rio Mekong, no Sudeste da Ásia, em cuja bacia hidrográfica há 1.200 diferentes espécies de peixe.

Hoje, o Panga é criado em dezenas de países, com ótimos resultados.

Entre os cearenses que criam peixe em cativeiro, a opinião que se colhe é de que o Panga é bom, mas a Tilápia continuará sendo líder na cultura, na comercialização e no consumo de peixes no Ceará.

AGRO: CEARÁ TERÁ CENTRO DE CULTURAS PROTEGIDAS

Em novembro do ano passado, esta coluna divulgou que a secretaria Executiva do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (Sedet) do Governo do Estado estava elaborando um projeto para a instalação de um Centro de Cultivo em Ambiente Protegido.

É a última palavra em tecnologia para a hortifruticultura – ou seja, o agricultor cearense poderá produzir sob estufas, sem a presença de insetos, consumindo pouquíssima água.

“E serão produtos de alto valor agregado, como o morango, por exemplo”, lembra o titular da Sedet, Maia Júnior.

Esta coluna pode revelar, hoje, que esse projeto está sendo finalizado e será anunciado pelo próprio governador Camilo Santana no fim deste mês.

E pode confirmar, também, que a parceria com a Universidade de Wageningen, da Holanda, a melhor do mundo nessa área, foi confirmada.

E já foi celebrado o contrato por meio do qual os holandeses prestarão toda a assessoria técnico-científica ao Centro, que será localizado nas instalações da falida usina de açúcar de Barbalha, na Região do Cariri, no Sul do Ceará.

Para que servirá esse Centro de Cultivo em Ambiente Protegido?

O secretário Executivo do Agronegócio da Sedet, agrônomo Sílvio Carlos Ribeiro, explica:

“Em primeiro lugar, para atender ao pequeno agricultor cearense, que terá assistência técnica para melhorar a sua atividade, aprenderá a utilizar a melhor tecnologia e passará a cultivar produtos com alta qualidade”.

A tecnologia dos holandeses já se espalhou pelo mundo, mas os pesquisadores da Universidade de Waginingen estão sempre a acrescentar novidades a ela, o que garante ao Ceará uma posição privilegiada, pois seus agricultores terão acesso ao que de novo essa tecnologia incorporar.

De todo esse esforço, já participam, como parceiros importantes, os professores da Unicamp e da UFC, os pesquisadores da Embrapa e os técnicos do IFCE, Sebrae e Faec-Senar.

CEO DA SIEMENS ELOGIA HIDROGÊNIO NO CEARÁ

Presidido pelo seu vice-presidente, o cearense Jorge Parente Frota Júnior, o Conselho de Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CN) tratou, na sua última reunião, na semana passada, das energias renováveis, com foco no hidrogênio verde.

Jorge Parente contou ontem a um grupo de empresários com os quais se reuniu ontem por vídeo conferência, que o presidente e CEO da Siemens Energy, André Clark Juliano, citou o Ceará como na linha de frente de um projeto que, nessa área, mudará radicalmente a economia do Estado e colocará o Brasil numa posição de destaque mundial.

Clark falou com entusiasmo sobre a intenção do Governo do Ceará e de sua Federação das Indústrias (Fiec) de instalarem, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, um Hub de geração de hidrogênio verde sustentado por água marinha dessalinizada e por energia de um projeto eólico “off shore” (dentro do mar).

Na mesma reunião, o consultor da Empresa de Planejamento Energético (EPE), Luciano Oliveira, também fez elogios ao governo do Ceará por causa do projeto de produção de hidrogênio verde, que será implantado pela australiana Enegix Energy a um custo estimado de quase US$ 6 bilhões.

Clark e Oliveira aludiram, na reunião da CNI, ao fato de que o Porto de Roterdã, que é sócio da CIPP S/A (Complexo Industrial e Portuário do Pecém S/A), é o único porto europeu autorizado a movimentar cargas de hidrogênio verde.

“Assim, o Ceará tem um sócio como portão de entrada na Europa para o hidrogênio que produzirá no Pecém”, disse Jorge Parente na vídeo-reunião de ontem com os seus colegas cearenses.

MDR ADIA SUSPENSÃO DO BOMBEAMENTO DO S. FRANCISCO

Foi transferido para o dia 25 deste mês o início da suspensão do bombeamento das águas do Projeto São Francisco de Integração de Bacias para o Canal Norte, que beneficia o Ceará, o Rio Grande do Norte e parte da Paraíba.

A suspensão durará 45 dias, no máximo, e será aproveitada para a troca de válvulas as motobombas que operam nas três estações elevatórias, todas construídas e em operação no município pernambucano de Salgueiro.

O Ministério do Desenvolvimento Regional, que administra o Projeto São Francisco, informou que serão executados, também, serviços de manutenção nos canais e em outros equipamentos do projeto.

A propósito: neste momento, o açude Castanhão, aonde chegam as águas do rio São Francisco, acumulam 861 milhões de metros cúbicos; o Orós, por sua vez, represa 555 milhões de metros cúbicos de água. Além deles, os açudes da Região Metropoltana de Fortaleza, incluindo o Pacajus, acumulam 400 milhões de metros cúbicos.

Resumindo: há água suficiente para a travessia deste ano e do primeiro trimestre de 2021.

RENAN CALHEIROS FALA SOBRE IMPUNIDADE

Relator da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, disse à imprensa ontem que “o Brasil virou um cemitério, e isso não ficará impune”.

Calheiros é, provavelmente, o político brasileiro que mais entende de impunidade, sendo capaz de ministrar uma aula magna sobre a matéria. Por experiência própria.

Profissional da política, Renan Calheiros, enrolado na Operação Lava Jato, olha de cima para baixo para os amadores.

COVID-19: PMF AGUARDA MAIS CORONAVAC

Informa a Secretaria de Saúde da PMF que cerca de 20 mil pessoas com mais de 60 anos de idade estão a esperar pela aplicação da segunda dose da vacina Coronavac.

Essa multidão tomou a primeira dose há mais de um mês e deveria ter recebido a segunda entre os dias 29 de abril e primeiro de maio. Mas faltou vacina.

Agora, esses idosos, homens e mulheres, aguardam, ansiosos, pela chegada de novas vacinas.

A informação da autoridade sanitária da PMF já alivia a ansiedade, e abre uma boa expectativa. Mas tudo depende da chegada de novas remessas da Coronavac.

BRASIL E EUA CELEBRAM ENTENDIMENTO

Memorando de Entendimento foi assinado ontem, 11, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

O memorando possibilitará assistência técnica bilateral nas áreas de segurança hídrica, irrigação, recuperação e reabilitação de bacias hidrográficas, saneamento, habitação e iluminação pública.

Seu objetivo é identificar as melhores práticas internacionais em modelagem de projetos de infraestrutura nessas áreas, com vistas a potencializar a atração de investimentos estrangeiros para projetos coordenados pela Pasta.

De acordo com o Memorando de Entendimento, o governo norte-americano disponibilizará, sem custos para o lado brasileiro, um consultor especializado, que trabalhará diretamente com a área técnica do MDR para identificar as principais demandas e gargalos para a atração de recursos privados para as obras do ministério. O plano de trabalho deve ser apresentado em até 60 dias.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/egidio-serpa/agropaulo-do-grupo-telles-produz-fertilizante-organico-1.3084281

Escrito por Egidio Serpa, egidio.serpa@svm.com.br 06:12 / 11 de Maio de 2021. Atualizado às 06:37 / 11 de Maio de 2021