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15 out 2020

DF está próximo da autossuficiência na produção de alimentos orgânicos

As mudanças de hábitos alimentares da população geraram a expansão do mercado de orgânicos e da procura por alimentos veganos no Brasil. Esse nicho abriu portas para empreendedores como Carla Burin, produtora orgânica de salgados com ingredientes veganos e hortifrúti. Em entrevista ao programa CB.Agro — parceria do Correio com a TV Brasília —, desta sexta-feira (2/10), ela deu detalhes sobre a produção orgânica e vegana no Distrito Federal, a agroindústria de produtos saudáveis e o papel da mulher na agricultura familiar. Segundo a empreendedora, o DF está próximo da autossuficiência na produção orgânica, apesar de enfrentar desafios na exportação.

Carla atua no ramo há sete anos, quando decidiu deixar o serviço público para ajudar o pai a cuidar da propriedade da família. “Eu precisava sair da zona de conforto, então larguei tudo e, ao empreender neste mundo do agronegócios, percebi que o orgânico poderia ser uma oportunidade, porque a propriedade tem uma área muito pequena”, conta a produtora. Inicialmente, a família Burin trabalhava com agricultura convencional, na produção de soja e milho.

A empreendedora conta que trabalhar com agronegócio é extremamente desafiador, por se tratar de um ambiente majoritariamente masculino. “Eu notei meu grande potencial e a propriedade que eu poderia explorar. Contei com o apoio da minha família e passamos por uma transformação e assim, começamos a produzir vários ingredientes para o mercado orgânico, como a carne de jaca.”

A produtora contou com o apoio da empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Somos filhos da Emater e do Sebrae. Eles dão orientações, cursos e consultorias. A Emater nos orienta em toda parte burocrática e o Sebrae, nos deu cursos e suporte administrativo e financeiro, além de indicar qual mercado explorar”, relata ela.

Dificuldade de exportação

Um dos problemas enfrentados pelos agricultores familiares brasilienses é a dificuldade de exportação para outras unidades da Federação. “Nós temos procura da região Sul, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, mas está meio parado por conta da logística de caminhões que saíam de Brasília para outros estados. Atualmente, há um custo elevado e pouca oferta deste transporte e distribuição”, explica Carla, que consegue levar os produtos apenas para São Paulo e Goiânia.

Com o nicho dos orgânicos e veganos em crescimento, Burin aconselha os novos empreendedores da área a conhecer o mercado, os concorrentes e buscar orientação de empresas como a Emater-DF e o Sebrae. “Tem muita coisa sendo produzida, mas existem várias oportunidades para fazer coisas novas e boas”, declara a produtora.

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