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21 Maio 2021

Não existe setor mais inovador na economia do Brasil do que o agro, diz presidente da Embrapa

Nesta quarta-feira (12), o presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti, participou do quadro “Bate-papo com Roberto Rodrigues” no canal do FGV Agro no Youtube, transmitido ao vivo, onde falou sobre ciência e tecnologia na agricultura brasileira. “Não existe setor mais inovador na economia brasileira do que o agro”, afirmou o presidente, lembrando que existe tanta tecnologia investida em um punhado de sementes de soja quanto há em um smartphone. De acordo com Moretti, a Embrapa, empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, com um sistema de cooperação com mais de 400 empresas do Brasil e de fora, tem uma preocupação diária com a ciência e a tecnologia. “Vinte e um por cento do PIB brasileiro vem do agro. A competitividade e o aumento de produção só existem com a tecnologia. O Brasil, que tem a maior biodiversidade do mundo, tem tudo para ter multinacionais de bioinsumo para aumentar ainda mais a competitividade do agro e estamos trabalhando para ampliar a participação brasileira nesse cenário”, declarou. O presidente da Embrapa falou também em entrevista ao ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre as três grandes ondas da história da agricultura, baseadas em tecnologia. “Aprendi que a melhor forma de comunicar é contar histórias, e a história das três ondas do agro brasileiro define bem o que vimos e estamos vendo acontecer.” Moretti, que é graduado em agronomia e mestre e doutor em Produção Vegetal, explicou que as três ondas abordam, respectivamente, a expansão, a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola no Brasil. “Essas etapas colocaram o Brasil como um dos maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia, exportando para mais de 180 países. Tudo isso, é preciso destacar, com um agro sustentável”, contou. Sustentabilidade e Mudanças Climáticas Ao falar de sustentabilidade, Moretti destacou as ações realizadas pelo Brasil para cumprir com esta agenda que, segundo ele, é motivo de atenção no mundo inteiro. “O agro brasileiro é sustentável. Temos manejo integrado de pragas; produção orgânica; tratamento de dejetos; sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, que está permitindo que o Brasil surpreenda o mundo com a carne de carbono neutro e o leite de baixo carbono; e o compromisso de reduzir as emissões de carbono até o ano de 2050. São exemplos de sustentabilidade que vamos seguir aumentando cada vez mais”, afirmou. Ainda segundo o presidente da Embrapa, todos os tipos de negócios mundiais serão afetados pela situação da mitigação do carbono até 2050, não importa o setor em que estejam, e o Brasil tem ciência e tecnologia para enfrentar essa questão que está no centro da agenda mundial. “Não tenho dúvida de que nós, Embrapa, universidades e institutos de pesquisa agropecuária que estão à frente da ciência e tecnologia, vamos contribuir fortemente para atingir essas metas. Temos trabalhado com o melhoramento genético para que animais fiquem mais adaptados às temperaturas elevadas ou às regiões com baixa disponibilidade de água e acabamos de lançar, no nosso aniversário de 48 anos, um bioinsumo chamado Auras, que é uma inovação e vai contribuir para que plantas possam conviverem melhor com a seca”, confirmou Moretti. Ao detalhar como funciona carne carbono neutro, Celso Moretti explicou que os pesquisadores da Embrapa observaram que ao produzir carne utilizando o sistema lavoura-pecuária-floresta, as emissões de metano liberadas pelos animais são neutralizadas pelos componentes florestais. Ou seja, para cada boi por hectare, é preciso 20 árvores para neutralizar o metano produzido. “Foi diante desse ambiente que no ano passado a Embrapa colocou no mercado a carne de carbono neutro”, disse. Segundo Moretti, a produção de leite de baixo carbono é um outro trabalho em desenvolvimento pela Embrapa e que tem novidade em progresso. “Estamos desenvolvendo uma calculadora para que o produtor de leite possa calcular o quanto ele emite e o quanto ele mitiga de carbono, para assim demostrar que aquele leite que chega na mesa do consumidor é um leite sustentável, de baixo carbono”, esclareceu. Agricultura 4.0 “O digital na nossa vida é essencial. Temos avançado de forma muito consistente na agriculta digital com sensores, drones, internet, inteligência artificial, visão e simulação computacional”, informou o presidente da Embrapa ao defender que a agricultura 4.0 é uma frente inevitável para agro. Um exemplo de evolução na agricultura digital, de acordo com Moretti, é uma ferramenta em desenvolvimento pela Embrapa, em parceria com a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, que utiliza tecnologia de visão computacional para “reconhecimento facial” dos bovinos. “A ferramenta utilizará câmeras no curral. Assim não será mais necessário o uso de brincos nos animais. Isso irá gerar ganhos de produtividade, aumenta de conforto e diminuição do estresse”, detalhou. Moretti também explicou que, apesar dos avanços em tecnologia, o Brasil possui um grande desafio na agricultura 4.0: a conectividade. “Segundo dados do IBGE de 2017, somente 30% das propriedades rurais tinham conexão com a internet. Se não avançarmos em passos largos nessa questão, vamos ficar para trás. O Brasil precisa investir seriamente na conectividade. O 5G vem aí e tenho esperança de que será um grande avanço para a agricultura digital”, afirmou. Para assistir à live da FGV Agro com Celso Moretti, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=A3aFfEEDvqU&ab_channel=FGVAgro.

Nesta quarta-feira (12), o presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti, participou do quadro “Bate-papo com Roberto Rodrigues” no canal do FGV Agro no Youtube, transmitido ao vivo, onde falou sobre ciência e tecnologia na agricultura brasileira. “Não existe setor mais inovador na economia brasileira do que o agro”, afirmou o presidente, lembrando que existe tanta tecnologia investida em um punhado de sementes de soja quanto há em um smartphone.

De acordo com Moretti, a Embrapa, empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, com um sistema de cooperação com mais de 400 empresas do Brasil e de fora, tem uma preocupação diária com a ciência e a tecnologia. “Vinte e um por cento do PIB brasileiro vem do agro. A competitividade e o aumento de produção só existem com a tecnologia. O Brasil, que tem a maior biodiversidade do mundo, tem tudo para ter multinacionais de bioinsumo para aumentar ainda mais a competitividade do agro e estamos trabalhando para ampliar a participação brasileira nesse cenário”, declarou.

O presidente da Embrapa falou também em entrevista ao ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre as três grandes ondas da história da agricultura, baseadas em tecnologia. “Aprendi que a melhor forma de comunicar é contar histórias, e a história das três ondas do agro brasileiro define bem o que vimos e estamos vendo acontecer.”

Moretti, que é graduado em agronomia e mestre e doutor em Produção Vegetal, explicou que as três ondas abordam, respectivamente, a expansão, a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola no Brasil. “Essas etapas colocaram o Brasil como um dos maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia, exportando para mais de 180 países. Tudo isso, é preciso destacar, com um agro sustentável”, contou.

Sustentabilidade e Mudanças Climáticas

Ao falar de sustentabilidade, Moretti destacou as ações realizadas pelo Brasil para cumprir com esta agenda que, segundo ele, é motivo de atenção no mundo inteiro. “O agro brasileiro é sustentável. Temos manejo integrado de pragas; produção orgânica; tratamento de dejetos; sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, que está permitindo que o Brasil surpreenda o mundo com a carne de carbono neutro e o leite de baixo carbono; e o compromisso de reduzir as emissões de carbono até o ano de 2050. São exemplos de sustentabilidade que vamos seguir aumentando cada vez mais”, afirmou.

Ainda segundo o presidente da Embrapa, todos os tipos de negócios mundiais serão afetados pela situação da mitigação do carbono até 2050, não importa o setor em que estejam, e o Brasil tem ciência e tecnologia para enfrentar essa questão que está no centro da agenda mundial. “Não tenho dúvida de que nós, Embrapa, universidades e institutos de pesquisa agropecuária que estão à frente da ciência e tecnologia, vamos contribuir fortemente para atingir essas metas. Temos trabalhado com o melhoramento genético para que animais fiquem mais adaptados às temperaturas elevadas ou às regiões com baixa disponibilidade de água e acabamos de lançar, no nosso aniversário de 48 anos, um bioinsumo chamado Auras, que é uma inovação e vai contribuir para que plantas possam conviverem melhor com a seca”, confirmou Moretti.

Ao detalhar como funciona carne carbono neutro, Celso Moretti explicou que os pesquisadores da Embrapa observaram que ao produzir carne utilizando o sistema lavoura-pecuária-floresta, as emissões de metano liberadas pelos animais são neutralizadas pelos componentes florestais. Ou seja, para cada boi por hectare, é preciso 20 árvores para neutralizar o metano produzido. “Foi diante desse ambiente que no ano passado a Embrapa colocou no mercado a carne de carbono neutro”, disse.

Segundo Moretti, a produção de leite de baixo carbono é um outro trabalho em desenvolvimento pela Embrapa e que tem novidade em progresso. “Estamos desenvolvendo uma calculadora para que o produtor de leite possa calcular o quanto ele emite e o quanto ele mitiga de carbono, para assim demostrar que aquele leite que chega na mesa do consumidor é um leite sustentável, de baixo carbono”, esclareceu.

Agricultura 4.0

“O digital na nossa vida é essencial. Temos avançado de forma muito consistente na agriculta digital com sensores, drones, internet, inteligência artificial, visão e simulação computacional”, informou o presidente da Embrapa ao defender que a agricultura 4.0 é uma frente inevitável para agro.

Um exemplo de evolução na agricultura digital, de acordo com Moretti, é uma ferramenta em desenvolvimento pela Embrapa, em parceria com a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, que utiliza tecnologia de visão computacional para “reconhecimento facial” dos bovinos. “A ferramenta utilizará câmeras no curral. Assim não será mais necessário o uso de brincos nos animais. Isso irá gerar ganhos de produtividade, aumenta de conforto e diminuição do estresse”, detalhou.

Moretti também explicou que, apesar dos avanços em tecnologia, o Brasil possui um grande desafio na agricultura 4.0: a conectividade. “Segundo dados do IBGE de 2017, somente 30% das propriedades rurais tinham conexão com a internet. Se não avançarmos em passos largos nessa questão, vamos ficar para trás. O Brasil precisa investir seriamente na conectividade. O 5G vem aí e tenho esperança de que será um grande avanço para a agricultura digital”, afirmou.

Para assistir à live da FGV Agro com Celso Moretti, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=A3aFfEEDvqU&ab_channel=FGVAgro.

Fonte: Embrapa